Procedimentos

Ablação por Radiofrequência

A ablação por radiofrequência é hoje um dos procedimentos mais atuais para o tratamento de alguns tumores, utilizada principalmente para tratamento de tumores hepáticos (primários ou metastáticos) e renais, sua indicação tem sido amplamente diversificada, sendo também recomendada para o tratamento de alguns tumores pulmonares e ósseos, permitindo que o paciente receba um tratamento mais conservador, que dispense a necessidade de uma cirurgia convencional.

Tomografia demonstra tumor hepático após quimoembolização prévia, com área residual de captação do meio de contraste que será submetido á ablação deste compoenente.

Esta técnica causa importante mudança de temperatura no interior do tumor, resultando em morte celular, o procedimento consiste em posicionar uma agulha no interior da lesão, que é ligada a um aparelho o qual gera uma alta corrente elétrica, que por sua vez é transmitida diretamente ao tumor, “queimando-a”. O posicionamento da agulha dentro do tumor é guiado por métodos de imagem, tanto por ecografia quanto por tomografia, permitindo assim localização precisa da mesma.

Agulha de ablação posicionada dentro do tumor. Controle imediato após ablação com necrose tumoral.
Agulha de ablação posicionada dentro do tumor. / Controle imediato após ablação com necrose tumoral.

Como é realizada com a combinação de exames de imagens, é possível realizar um controle imediato da lesão logo após encerrada a ablação, permitindo com isso avaliar a eficácia inicial do procedimento e a necessidade de complementação que se faça necessária no mesmo tempo.

Ressonância de controle 30 dias após tratamento, com necrose tumoral.

Por ser um procedimento minimamente invasivo, o paciente geralmente passa apenas uma noite no hospital, podendo neste período apresentar dor e desconforto local  controlados com medicação. Não há pontos, somente uma pequena incisão no local aonde foi inserida a agulha.