Procedimentos

Cateter venoso de longa permanência

Estima-se que existam no Brasil cerca de 50.000 pacientes com insuficiência renal crônica que necessitam de hemodiálise, para estes pacientes é fundamental a presença de um acesso venoso funcionante que permita as prolongadas sessões de hemodiálise sem interrupção.

Sempre que possível estes pacientes devem ser submetidos à confecção de uma fístula, que vai oferecer mais qualidade de vida e um acesso de boa qualidade, porém, não raramente, os pacientes dialíticos por diferentes razões não podem ser submetidos à cirurgia para a confecção da fístula, sendo impreterível a instalação de outra opção de acesso venoso para dar início ou continuidade a hemodiálise.

O cateter venoso de longa permanência representa atualmente a melhor opção de acesso na impossibilidade da fístula, este diferencia-se do cateter central comum, por ser posicionado abaixo da pele, na camada de gordura, evitando assim que ele fique exposto, reduzindo significativamente o risco de infecção e aumentando seu tempo de durabilidade.

Quando comparado a um cateter central comum, que deve ser mantido apenas por duas semanas, o de longa permanência pode ser mantido por anos, desde que tenha boa manutenção.

Seu implante é realizado com anestesia local e sedação, na sala de hemodinâmica, após a punção, guiada por USG de uma veia central (jugular, subclávia ou femural) ou ainda, para aqueles pacientes que já estão com todas as veias comumente utilizadas obstruídas, o cateter pode ser inserido através do fígado ou diretamente na veia cava, situações bem menos frequentes.

A recuperação após o procedimento é rápida, necessitando apenas de algumas horas de observação.